Depressão de origem vascular

Alguns estudos evidenciam que a depressão no idoso está relacionada com doenças vasculares (doenças que envolvem os vasos sangüíneos do paciente). Não há uma clara linha de sintomas entre as duas, mas sabe-se que há um aumento de risco da incidência de depressão em pacientes com doenças do coração.

Sintomas com histórico familiar de depressão, eventos adversos da vida e perda do apoio social são de menor importância no diagnóstico da depressão no idoso. Já sintomas com histórico familiar de doença vascular, histórias de AVC (acidente vascular cerebral) e presença de alterações na substância branca cerebral (um componente do sistema nervoso) seriam sinais mais preocupantes.

Estudos comprovaram que a origem do AVC está associada a infarto e alterações nos espaços perivasculares (relacionados com a circulação). Levantou-se a hipótese de que a própria depressão no idoso fosse uma manifestação da lesão vascular, pois alguns pacientes não apresentavam sinais clássicos deAVC.

Aspectos culturais

Estabelecer aspectos culturais do indivíduo é de fundamental importância para compreender  sua  depressão,   pois  auxilia


 

distinguir entre um comportamento "padrão" e um comportamento depressivo.

Os sintomas podem variar de acordo com a cultura do paciente. Por exemplo: em algumas regiões, a depressão apresenta sintomas mais psíquicos (como variação de humor, tristeza contínua e desmotivação), em outras podem ser mais somáticos (como dores de cabeça, insônia e cansaço).

Outro aspecto de grande relevância é a religião. Para muitas pessoas que passam por alguma situação de estresse, a Fé é um grande suporte, principalmente para os idosos. Essa relação é positiva, pois muitas vezes proporciona um maior bem-estar e apego ávida.

Diagnosticar variações comportamentais e queixas físicas que a princípio possam parecer sem importância é impres­cindível para evitar o agravo do quadro depressivo do idoso, entretanto não se pode desconsiderar as variações culturais e as influências religiosas, pois estas podem afetar a expressão dos sintomas e a evolução da doença.

Mudanças sociais decorrentes do envelhecimento não são sinônimos de perda da vontade de viver. Situações como morte de parentes próximos, separações dos filhos e até mesmo do parceiro devem ser encaradas de maneira adequada uma vez que adversidades como estas podem ocorrer ocasionalmente e o idoso deve procurar mecanismos próprios para se defender de casos como estes.