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Nas mãos de hábeis e cuidadosos cirurgiões, a taxa de mortalidade em pacientes idosos e de cerca de 8%, mesmo para as grandes intervenções. Quando o preparo do paciente idoso e bem realizado no pré-operatório, quando a cirurgia transcorre sem inocorrências graves e nao e muito demorada, quando nao ha sangramento em demasia e o pós-operatório e bem conduzido, a taxa de morbidade cai bastante e a sobrevida aumenta significativamente. Vale a pena lembrar que um minucioso estagia-mento da doença, antes da cirurgia, e obrigatório, pois alem de fornecer dados para o planejamento, para o diagnostico e para o prognostico, evita, quando a doença e disseminada, intervenções cirúrgicas desnecessárias. A radioterapia e uma importante arma no arsenal terapêutico do idoso portador de câncer. Ela e utilizada, de alguma forma, em mais de 50% dos pacientes portadores de câncer, e pode ser indicada, a depender do caso, como tratamento exclusive associado a cirurgia e/ou a quimioterapia, no pré-operatório, no transoperatório ou no pós-operatório, ou ainda com finalidade curativa ou paliativa. Nao ha razão para acreditar que as células malignas do idoso são mais sensíveis a baixas doses de radiação ou ele deva ser tratado com taxas menores de exposição. Na radioterapia do idoso, o item primordial a ser considerado e a manutenção da qualidade de vida daquele paciente, com o mínimo de efeitos. A utilização de técnicas modernas de radioterapia e a perfeita localização da área a ser irradiada, com o advento da tomografia computadorizada e da ressonância magnética, muito contribuíram para minimizar os efeitos colaterais do tratamento, tornando a moderna radia-terapia uma modalidade terapêutica bastante efetiva no controle do câncer do idoso. Ja a quimioterapia, que prevê a escolha de um esquema de drogas ou de um quimioterápico ideal para o tratamento do câncer no idoso, e um verdadeiro dilema para o oncologista, pois são poucos os estudos farmacocinéticos dessas drogas no idoso. A quimioterapia, assim como a cirurgia ou a radioterapia, nao deve ser descartada ou muito reduzida, baseada somente na idade, pois ja se sabe que o critério mais importante na condução do tratamento do idoso e o seu estado funcional. Conclusão, com o advento de novas técnicas cirúrgicas, da moderna radioterapia e com o surgimento de novos quimioterápicos, hoje, podemos afirmar que: "a idade isoladamente nao contra-indica o tratamento de pacientes idosos portadores de câncer". |
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