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Embora sejam muito usados e ate socialmente aceitos, as "palmadas educativas", o puxão de orelha e a chinelada nao são formas de educar. A violência nao ensina nada e ainda intimida, causa dor e medo. A vítima nao e capaz de se defender e a agressividade sofrida e prejudicial para a formação do futuro adulto, causando seqüelas como dificuldade de relacionamento e baixa auto-estima. Segundo pesquisas da UNICEF, o âmbito familiar e os centros educativos são os locais onde mais se exerce a violência contra os menores. Ela se expressa na discriminação, nos maus-tratos por palavras, no abandono físico e emocional, no abuso, na exploração, na falta de carinho e no desprezo. Mesmo os atos mais violentos dificilmente são denunciados, o que torna a violência contra a infância um fenômeno praticamente invisível. Os maus-tratos físicos são os mais fáceis de se diagnosticar, pelo aparecimento de escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas e lesões. Já os emocionais, por sua vez, são mais difíceis de se diagnosticar. Geralmente detectados quando associados a outros quadros severos de maus-tratos. São observados no vinculo afetivo entre a criança e o adulto; nos baixos níveis de adaptação social; nos problemas de conduta; nos transtornos na área cognitiva; nos fracassos escolares; na tristeza e depressão; e nos temores e sintomas f ísicos. Os abusos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vitimas e tornam-se praticamente irreversíveis depois de anos de sofrimento. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade, encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência. |